Suspensão Ativa, Semi-ativa e Passiva – Entenda a diferença

Em meados da década de 80 e no início dos anos 90 começaram a utilizar sistemas de suspensão ativa na Fórmula 1 (Lotus e Williams). As primeiras tentativas realizadas pela Lotus não houve ganho prático e perceptível de desempenho e, por este motivo, logo foi deixada de lado.

Já em 1993 a Williams volta a utilizar o sistema ativo de suspensão com um aproveitamento fantástico, pena que por pouco tempo. Não pela questão de segurança, mas por causar um desequilíbrio muito grande na categoria, pois nenhuma outra equipe conseguia fazer com que seus bólidos pudessem alcançar os carros da Williams e, por isso, essa tecnologia logo foi banida da Fórmula 1.

Mas os benefícios começaram a equipar veículos produzidos em grande escala e por várias montadoras, como, BMW, Mercedes, Ferrari e Porsche. Os sistemas de suspensão passiva são as suspensões mais comuns, encontradas nos carros populares produzidos atualmente e em diversos sistemas de suspensão (dependente ou independente). Na suspensão passiva são utilizados amortecedores convencionais ou pressurizados, mas atuam com características de carga hidráulica pré-definidas pelo fabricante e pelas montadoras.

Já as tecnologias ativas e semi-ativas são utilizadas para proporcionar um desempenho superior. Na suspensão semi-ativa os amortecedores são pressurizados e trabalham internamente com fluído hidráulico e uma espécie de pó metálico. Na parte externa do corpo do amortecedor são instalados atuadores que geram uma variação no campo magnético, esse por sua vez reagrupa as moléculas metálicas fazendo com que o fluído hidráulico passe com mais ou menos dificuldade pelas válvulas internas, gerando mais estabilidade ou conforto.

O sistema semi-ativo de suspensão pode também ser utilizado em conjunto com bolsas de ar ou calços hidráulicos de mola que modificam a altura do veículo em relação ao solo, mas não interfere em seu funcionamento. Tais mudanças ocorrem quando um seletor é acionado no interior do veículo, como Confort, Sport ou Pista.

Já na suspensão ativa existe um gerenciamento eletrônico das cargas hidráulicas do amortecedor que além do posicionamento do seletor no interior do veículo (Sport, Confort ou Pista) pode receber outras informações do carro, como inclinação da carroceria em curvas, esterçamento da direção, velocidade e controle de estabilidade, e com esses dados poder alterar a condição de amortecimento.

Esse sistema pode trabalhar com bolsas de ar e calço de mola hidráulico e pode interferir em seu funcionamento, aumentando ou diminuindo a altura do veículo em relação ao solo.

 

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